Para começar a entender a eleição dos vereadores (assim como a de deputados estaduais e federais), é preciso perceber que os votos dados nominalmente aos candidatos são dados, na verdade, aos partidos/coligações que o aspirante a vereador compõe. Com esse entendimento fica bem mais fácil perceber que não são necessariamente os candidatos mais votados que são eleitos, mas sim os partidos/coligações com mais votos que ocuparão as cadeiras do legislativo.
Vamos tomar como exemplo as Eleições Municipais 2012 em Mossoró. Naquela eleição, com 21 vagas em disputa, tivemos 137.463 votos válidos (soma dos votos dados diretamente a um candidato mais os votos dados a um partido). Dividindo os votos válidos pelo número de vagas disputadas, temos o QUOCIENTE ELEITORAL, que é a votação necessária para que um partido/coligação tenha direito a uma cadeira.
Assim, o quociente eleitoral em 2012 foi 6.545 votos. Os partidos/coligações que atingiram esse número, independente da votação de cada candidato individualmente, conquistaram uma vaga na Câmara Municipal de Mossoró.
O vereador mais votado em 2012 obteve 4.701 votos: abaixo do quociente eleitoral. Logo, ele e todos os outros eleitos precisaram dos votos de seus partidos/coligações. Veja o quadro abaixo:
| Legenda | Quociente Partidário |
| PDT / PT / PTB / PSB / PPL | 29.461 |
| PR / DEM | 21.129 |
| PMDB / PSC | 20.563 |
| PSL / PV | 19.465 |
| PTN / PSDB | 18.329 |
| PRB / PP / PPS / PHS / PTC / PSD | 14.358 |
| PRP / PC do B / PT do B | 11.345 |
| PSDC | 2.308 |
| PSOL | 356 |
| PRTB | 149 |
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